FOTO: GRÉGORI BERTÓ/PALÁCIO PIRATINI

Três consórcios apresentaram lances no leilão realizado na B3, em São Paulo (FOTO)
O consórcio Novo Caracol venceu o leilão de concessão dos parques estaduais do Caracol, localizado em Canela, e do Tainhas, no nordeste do Estado.
Realizado na B3, em São Paulo, o certame contou com a participação de três consórcios, e o ganhador ofereceu R$ 150 milhões de outorga fixa para a concessão pelo período de 30 anos – ágio de 5.341% em relação ao valor inicial.
"Esses dois parques estão em áreas promissoras do Estado. Com certeza, esse incremento financeiro e a qualificação das estruturas, com a experiência de 110 anos deste consórcio no ramo, serão importantes para todo o Estado", disse o governador Ranolfo Vieira Júnior, que acompanhou o leilão na sede da B3.
Estruturada com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a concessão tem previsão de investimento de R$ 47,6 milhões nos dois parques, sendo R$ 23,7 milhões obrigatoriamente nos seis primeiros anos de contrato.
Além disso, estão previstas despesas operacionais de R$ 417,3 milhões ao longo de 30 anos. “Todo o processo de estruturação do projeto, que se iniciou em 2021, passou por ampla discussão com vários setores da sociedade e instâncias de controle, como o TCE (Tribunal de Contas do Estado)”, disse o secretário executivo de Parcerias do Rio Grande do Sul, Marcelo Spilki.
Outros dois consórcios – Oceanic e Construcap – apresentaram lances na disputa.
O Novo Caracol será responsável por qualificar a infraestrutura e os serviços oferecidos aos visitantes, incentivando o turismo sustentável e gerando renda e desenvolvimento regional em equilíbrio com a preservação ambiental.
O projeto prevê para o parque do Caracol novas opções de atividades de aventura, como arvorismo e bungee jump.
O Parque Estadual do Tainhas tem características voltadas para a exploração do ecoturismo, com opções de atividades aquáticas e camping.
“Essa é a primeira concessão de uma Unidade de Conservação Estadual no Rio Grande do Sul. Um modelo que já é realidade para gerar melhorias sem perder de vista a finalidade das unidades de conservação: a preservação dos serviços ecossistêmicos e da riqueza da fauna e da flora”, disse a secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann.
A concessão se refere a melhorias ao uso das áreas, atrativos e instalações, para promover a qualificação, modernização, operação e manutenção dos parques.
No caso do Tainhas, a área da concessão, caracterizada no zoneamento do Plano de Manejo como destinada à visitação pública, representa 1,5% da área total do parque.
Dos 100 hectares do Caracol, 25 serão destinados ao uso público.
Os projetos foram elaborados pensando na viabilidade da concessão dessas áreas para o turismo ecológico, priorizando o respeito aos planos de manejo de cada unidade e a autonomia do Estado, que irá acompanhar e supervisionar todas as intervenções.
As funções de pesquisa, educação e ensino, bem como a fiscalização ambiental, continuarão a cargo do Estado.
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