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Estrada do Caracol, em Canela, deverá se chamar Guilherme Wasem


Gilberto Cezar e Any Brocker  apresentaram o projeto e a cultura histórica canelense ao governador do estado Eduardo Leite (C/FOTO).
Gilberto Cezar e Any Brocker apresentaram o projeto e a cultura histórica canelense ao governador do estado Eduardo Leite (C/FOTO).

O prefeito em exercício de Canela, Gilberto Cezar e a empresária e CEO da Brocker Turismo Any Brocker Boeira, realizaram uma ação na sexta-feira, 28 de maio, em Porto Alegre, com a finalidade de promover a cultura histórica do município.


Gilberto e Any, acompanhados da autora Liliana Reid, presentearam as autoridades e representatividades do estado com o Almanaque da História e do Turismo de Canela, e usaram o livro como base, acompanhado do projeto, para solicitar a Assembléia Legislativa do estado que batize a ERS-466 (Estrada Caracol) com o nome de um dos primeiros moradores de Canela, Guilherme Wasem.


O deputado estadual Matheus Wesp recebeu prontamente o projeto e já protocolo o pedido, que deve ser aprovado já nos próximos dias.


Na oportunidade o projeto e a cultura histórica local também foram apresentadas ao governador do estado Eduardo Leite, ao deputado federal Lucas Redecker e ao secretário de turismo do estado Ronaldo Santini.


Sobre a base histórica do Projeto


O Caracol foi o berço do turismo regional, desde os primórdios do século XX, com seus hotéis e casas de veraneio.


O primeiro morador do Caracol foi Guilherme Wasem e sua esposa Bárbara, imigrantes prussianos vindos de Dörrebach (no estado da Renânia-Alemanha) e seus filhos.


Eles haviam chegado ao Brasil em junho de 1847, se estabelecendo na Colônia Campo Ocidental, hoje Hamburgo Velho, onde viveram durante 20 anos.

Em suas viagens a trabalho pelo Rio Grande do Sul, Guilherme conheceu a atual Região das Hortênsias e em setembro de 1863 decidiu aventurar-se com sua família Serra acima, instalando-se nas terras onde se encontrava uma linda cascata entre matas virgens.


Guilherme Wasem obteve junto ao império do Brasil um bom espaço de terra, dividido entre arroios e foi construindo seu novo lar próximo a cascata.


A própria cascata foi batizada, inicialmente, de Cascata Wasem.

Com o passar dos anos, os filhos foram formando suas próprias famílias, e outros moradores foram se fixando no Caracol iniciando uma comunidade pujante.


Guilherme Wasem faleceu no Caracol, em 1899, e assim como seus filhos e muitos descendentes está sepultado no cemitério da mesma localidade.


“É muito importante preservar a história de nossa cidade, neste momento de pleno crescimento, onde estamos recebendo diversos empreendimentos, pois o turismo tem como alavanca a cultura, a história e a natureza”, destaca Gilberto Cezar.

Foto:Itamar Aguiar/Palácio Piratini.


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