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Gramadozoo trata quatro filhotes de gambá órfãos


Foto: Halder Ramos/ Divulgação.


O Gramadozoo continua mantendo os atendimentos emergenciais de animais silvestres.

Apesar de todas as dificuldades impostas pelo fechamento do parque na pandemia, o zoo recebeu oito filhotes de gambás órfãos na terça-feira, dia 20 de abril.


Os animais foram resgatados em Nova Petrópolis e encaminhados ao parque com autorização do Setor de Fauna da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.


Com a área de emergência lotada, o parque não recebe nenhum auxílio público ou incentivo fiscal e custeia todas as despesas com o tratamento dos animais.


Os filhotes estão recebendo cuidados especiais da equipe do zoo. Além de área aquecida, os animais recebem alimentação adequada e monitoramento veterinário.


Conforme a bióloga Tatiane Nunes, responsável técnica do Gramadozoo, foram resgatados oito filhotes, mas quatro estavam bastante debilitados e não resistiram.


“Tentamos salvar todos que recebemos, mas nem todos alcançam a idade adulta”, revela.

Segundo a bióloga, a mãe dos animais foi encontrada morta. Tatiane explica que os gambás são marsupiais: a fêmea carrega os filhotes na bolsa marsúpio, como ocorre com os cangurus.


“Não sabemos as causas da morte da mãe. No entanto, quando a mãe acaba sendo vítima fatal de atropelamento, por exemplo, os filhotes saem da bolsa. É comum encontrar fêmeas mortas e os filhotes no chão ao redor da mãe”, lamenta.


Caso os filhotes apresentem bom desenvolvimento, devem ser reintroduzidos na natureza.

“Quando recebemos algum animal para atendimento de urgência, nossa prioridade é a reabilitação para que possa viver em vida livre”, diz.


Apesar do preconceito dos seres humanos, Tatiane reforça a importância da espécie para o ecossistema.


“Todo animal tem uma função. No caso dos gambás, eles comem pequenos animais e frutos. Além de dispersores de sementes, se alimentam de répteis, incluindo serpentes, de carrapatos e de escorpiões. Fazem o controle desses animais. Infelizmente, muita gente tem preconceito contra a espécie”, pondera.


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