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Os 65 anos do ‘Ipê Amarelo’ do Banrisul de Gramado


 Ipê Amarelo foi salvo quando da construção desta sede do Banco, graças aos esforços do professor e historiador Hugo Daros. O Banco foi sensível aos apelos e preservou a árvore (FOTO) para a posteridade.
Ipê Amarelo foi salvo quando da construção desta sede do Banco, graças aos esforços do professor e historiador Hugo Daros. O Banco foi sensível aos apelos e preservou a árvore (FOTO) para a posteridade.

A agência do Banrisul em Gramado possui em sua área uma árvore “Tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal” desde 9 de março de 1998 e que recebe a guarda oficial do Banco e seus cuidados.

Trata-se de um Ipê Amarelo que foi salvo quando da construção desta sede do Banco, graças aos esforços do professor e historiador Hugo Daros, na época, vereador, que movimentou a comunidade e a instituição Banrisul para que a árvore ficasse como referencial histórico do antigo Grupo Escolar Santos Dumont, que ali funcionara.


O Banco foi sensível aos apelos e preservou a árvore para a posteridade.

Na data da inauguração da nova Sede, o historiador “panfletou” um histórico da árvore enquanto flora, bem como a ação histórica do seu plantio, em 1942, agradecendo, publicamente, a preservação ocorrida.


Este é o conteúdo do folheto:

História desta árvore simbólica do Brasil

Ela vive e embeleza a cidade, graças aos cuidados e ao amor

dos professores e alunos do Grupo Escolar Santos Dumont.

Oferta do então Professor, Diretor e Historiador HUGO DAROS.

Árvore Simbólica do Brasil

Esta espécie – Ipê – denominada ÁRVORE SIMBÓLICA DO BRASIL, cuja muda foi gentilmente ofertada por João Benetti, e neste local solenemente plantada no Dia da Árvore (21-09-1942) pelos professores e alunos do Grupo Escolar Santos Dumont (hoje Colégio Estadual santos Dumont), sob a orientação do então Diretor, Professor Hugo Daros, e plantio paraninfado pelos alunos Darcy brock e Osmar Accorsi, e sob o som do Hino da Árvore:

“Plantemos esta árvore, porque a árvore é amiga, ou flores...ou frutos... ou sombra dará...”


Sua erradicação, por ocasião desta grandiosa obra (1981), foi protestada e, em tempo, evitada pelo mesmo Diretor, porém, agora aposentado, Jornalista, Historiador e Vereador Hugo Daros que , em reunião da Câmara de Vereadores historiou e descreveu a vida essa ÁRVORE, pedindo a sua permanência para o embelezamento do local e a lembrança e a saudade de um passado de um Centro de Cultura e de Civismo, obtendo no ato da manifestação o apoio e a aprovação unânime de seus colegas, cujo gesto de amor à beleza e a natureza foi, de imediato pelo nobre presidente da Casa, levado ao conhecimento dos senhores ENOBAR JOSÉ CARIOLI e EDGAR ANDRADE, respectivamente, gerente e subgerente da Agência do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, desta cidade de Gramado, bem como do Sr. NELSON DINNEBIER, digníssimo Prefeito Municipal que, por sua vez, tomara as mais rápidas providências para a conservação desta árvore amiga, que contou com o integral e espontâneo apoio da direção Geral do Banrisul.


No verso do folheto:

Minha homenagem às novas instalações do Banco do Estado do RioGrande do Sul S/A - Gramado - Hugo Daros, 1º de novembro de 1982.

Esta árvore tem hoje, aos seus pés, uma placa (muito escondida) que diz:


IPÊ

Árvore Símbolo do Brasil

Muda plantada

No dia da Árvore

(21-9-1942)

pelos professores

e alunos do

Grupo Escolar Santos Dumont



*Texto: Professora e Historiadora Marília Daros (in memorian), do Livro Grãos – Coletânea Histórica, editado em 2008.

Foto: Voltencir Fleck/ Cidade de Gramado Online.

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