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APASG emite manifesto contra projetos de lei que taxam eventos em Gramado

há 4 minutos
2 min de leitura

FOTOS: APASG | DIVULGAÇÃO


Advogado da APASG, Luiz Guilherme Steffens (D), faz a entrega do documento ao secretário de Turismo de Gramado, Ricardo Bertolucci, e à procuradora do Município, Mariana Reis



A Associação dos Parques e Atrações da Serra Gaúcha (APASG), entidade que representa empreendimentos diretamente ligados ao turismo da Região das Hortênsias, emitiu manifesto público contra os Projetos de Lei 42, 43, 44 e 45/2026, encaminhados pelo Poder Executivo de Gramado para a Câmara de Vereadores.


Entre outras regras, a proposta pretende instituir a denominada Contrapartida Financeira de Impacto Turístico (CFIT), com cobranças que variam de R$ 10 mil a R$ 108 mil, conforme a estimativa de público do evento.





O documento foi entregue na sexta-feira, 18 de setembro, pelo advogado Luiz Guilherme Steffens, que presta assessoria jurídica à Apasg através do escritório Dambros Advogados Associados, ao presidente da Câmara de Gramado, Neri Nascimento (E/FOTO ACIMA), ao secretário de Turismo de Gramado, Ricardo Bertolucci, e à procuradora municipal, Mariana Reis.


No manifesto, a APASG reforça que não é contrária à fiscalização, ao ordenamento urbano ou à busca de novas fontes de financiamento para políticas públicas.


“Ao contrário: os parques, atrações e demais integrantes do turismo são os primeiros interessados em uma cidade organizada, segura, sustentável e capaz de oferecer uma experiência de excelência aos seus moradores e visitantes”, pondera.


Para a entidade, o que preocupa é que o conjunto de medidas propostas pode produzir justamente o efeito contrário: aumentar custos, criar barreiras burocráticas, reduzir a competitividade do destino e desestimular a realização de eventos e novos investimentos em Gramado.


“Gramado cresceu porque soube atrair, e não afastar. O turismo é uma das principais forças econômicas de Gramado e de toda a Serra Gaúcha. Parques, atrações, hotéis, restaurantes, comércio, transportes, eventos e inúmeros prestadores de serviços formam uma cadeia econômica profundamente interligada. Quando um evento acontece em Gramado, seu resultado não fica restrito ao seu organizador”, argumenta a APASG.


No entendimento da APASG, o visitante que vem para um show, congresso, festival, competição ou atração se hospeda, alimenta-se, utiliza transporte, visita parques, compra no comércio e consome inúmeros outros serviços.


“É esse movimento que gera empregos, renda e arrecadação para o próprio Município. Por isso, toda medida que aumenta significativamente o custo de trazer um evento para Gramado precisa ser analisada com extrema cautela”.


A APASG entende que a discussão não pode ser reduzida à criação de uma nova receita municipal.


“Cobrar mais não significa necessariamente arrecadar mais. É preciso analisar o impacto econômico da medida como um todo. Eventos não são um problema para o turismo. São parte da solução”, conclui a entidade.


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