Até a pé, nós viajaremos
- Abdon Barretto Filho

- há 2 horas
- 2 min de leitura
Por: Abdon Barretto Filho (*ABF)
FOTO: *ABF | ARQUIVO PESSOAL

A Economia do Turismo, também estuda os deslocamentos das pessoas dos seus locais de residências fixas para realizarem visitas aos destinos turísticos, com motivações diversas.
O verbo viajar, envolve outros verbos: transportar, visitar, saborear, entreter, negociar e dormir.
Na Economia dos Transportes, observa-se que desde da pré-história, muito antes do invento da roda, os seres humanos já se moviam em busca de alimentos, abrigos, novas oportunidades e segurança.
Caminhavam longas distâncias, atravessavam rios, lagos, montanhas, desertos.
Viajar, naquele tempo, era necessidade de sobrevivência, mas também representava curiosidade e descoberta.
Na realidade, os seres humanos buscam sempre novas oportunidades para satisfazerem suas necessidades ilimitadas.
Com o passar dos séculos, os meios de deslocamentos evoluíram.
Primeiro vieram os animais de carga e as primeiras embarcações rudimentares.
Depois, com o surgimento da roda, as carroças facilitaram o transporte de pessoas e mercadorias.
Mais tarde, a revolução industrial trouxe o trem, encurtando distâncias e conectando cidades e países.
No século XX, os automóveis e os aviões transformaram completamente a forma de viajar, tornando o turismo uma atividade global e acessível a milhões de pessoas.
Na realidade, o turismo sempre esteve profundamente ligado à história dos deslocamentos humanos.
No entanto, ao longo da história, as guerras sempre representaram grandes desafios para o turismo.
Conflitos armados afetam diretamente o setor de transporte, fechando rotas aéreas, interrompendo linhas ferroviárias e dificultando deslocamentos terrestres e marítimos.
Aeroportos podem ser fechados, fronteiras podem ser restringidas e a sensação de insegurança reduz o fluxo de viajantes.
Companhias aéreas, empresas de cruzeiros e operadoras de turismo frequentemente enfrentam perdas significativas durante períodos de instabilidade.
Apesar disso, a história mostra que a mobilidade humana nunca deixou de evoluir.
Mesmo em momentos de crise, novas rotas são criadas, tecnologias são desenvolvidas e soluções surgem para manter o mundo conectado.
O desejo humano de conhecer novos lugares, culturas e pessoas é mais forte do que qualquer obstáculo temporário.
Assim como nossos antepassados encontraram caminhos através de florestas e desertos, nós também continuaremos encontrando novas formas de viajar.
A inovação no transporte, a cooperação internacional e a resiliência das pessoas sempre abrirão novas possibilidades para explorar o mundo.
Porque viajar faz parte da nossa natureza. E, independentemente das circunstâncias, sempre haverá um caminho a seguir.
Se as ameaças das faltas de combustíveis e as restrições das viagens forem confirmadas, uma certeza existe: vamos continuar viajando dentro dos limites das nossas forças para distâncias menores.
Estaremos exercendo as funções de visitantes interessados nos aspectos geográficos, históricos, culturais, equipamentos e serviços.
Viajar e fazer turismo vão continuar com ou sem guerras.
Até a pé, nós viajaremos.
Será?
Respeitam-se todas as opiniões contrárias.
São reflexões.
Podem ser úteis.
Pensem nisso.
________________________
*ABDON BARRETTO FILHO (FOTO)
Economista e Mestre em Comunicação Social
Textos e podcasts em:
______________________
Conheça a "Terra do Tchê", compre online com a gente
Informações, reservas e compras com descontos exclusivos em hotéis, restaurantes, parques temáticos, entre outros você encontra ao acessar o link abaixo:
______________________
RÁDIO CIDADE DE GRAMADO ONLINE
Para escutar, baixe agora o APLICATIVO:





Comentários