Consumo do Tempo Livre: Entretenimento, Lazer e Turismo
- Abdon Barretto Filho

- há 1 dia
- 2 min de leitura
*Abdon Barretto Filho FOTO: *ABF | ARQUIVO PESSOAL

As grandes transformações estão impactando o consumo do tempo livre das pessoas em todo o mundo.
O envelhecimento da população, os avanços tecnológicos, as ameaças ao meio ambiente, as desregulamentações de mercados
e a geopolítica impactam o comércio global e local.
Atualmente, os seres humanos estão buscando entender e adaptar a realidade pessoal às variáveis incontroláveis e controláveis.
Para quem é economicamente ativo, as opções para o consumo do tempo livre estão disponíveis nos mercados.
As ofertas e demandas aumentaram em todos os níveis sociais e econômicos, com opções mercadológicas que dividem necessidades similares nunca imaginadas.
No consumo do tempo livre as opções são imensas, principalmente com as disponibilidades de novos e inéditos equipamentos e serviços que disputam atenção, interesse, desejo e ação de cada habitante do planeta azul.
A "indústria do entretenimento e lazer" e o "fenômeno turístico" não podem ser esquecidos nas políticas públicas e nas ameaças e oportunidades para empreendedores, investidores e consumidores.
No meu livro, Marketing Turístico e nas minhas palestras, apresento três classificações do lazer, adaptados ao século XXI:
1º. Lazer diário: assistir tv, utilizando celulares para assistir vídeos nas redes sociais, ouvir música em canais diversos, leituras “figitais” (impressas e digitais),entre outras;
2º. Lazer semanal ou lazer de final de semana, incluindo viagens rápidas, passeios com interesses diversos incluindo visitas à uma segunda residência, participar de eventos diversos, realizar caminhadas, pescar, observar aves, visitar museus, entre outras;
3º. Lazer de final de ano, as esperadas férias remuneradas e com poupanças adequadas.
São realizadas viagens com motivações diversas tendo como base o somatório de aspectos geográficos, históricos, culturais, equipamentos e serviços, capazes de atraírem visitas.
Nesse caso, o LAZER assume a forma de TURISMO, com utilizações dos verbos transportar, visitar, saborear, entreter, comprar e dormir, transformando-se em um fenômeno mundial pelas gerações de rendas, consumos, impostos e autoestima de cada destino turístico.
Logo, pode-se concluir que todo Turismo envolver o Lazer e nem todo o Lazer pode ser considerado como Turismo.
É óbvio que existem outros segmentos do Turismo, que pode ser urbano e rural.
Talvez, sejam necessários mais estudos dos envolvidos no desenvolvimento econômico.
Alguns profissionais ainda não perceberam, assim como alguns políticos, investidores, empreendedores, gestores e consumidores, sobre as contribuições da Economia do Turismo.
Ela é real e precisa de tratamento profissional com planejamento, estruturação da oferta, qualificação, promoção adequada, comercialização e avaliação contínua.
Tudo começa com um diagnóstico profissional, afastando amadores e neófitos inexperientes.
Eles precisam de estudos técnicos e científicos.
Será?
Respeitam-se todas as opiniões contrárias.
São reflexões.
Podem ser úteis.
Pensem nisso.
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*ABDON BARRETTO FILHO
Economista e Mestre em Comunicação Social
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