Resort: Bom para visitar, bom para hospedar
- Abdon Barretto Filho

- há 12 horas
- 2 min de leitura
Por: Abdon Barretto Filho (*ABF)
FOTO: *ABF | ARQUIVO PESSOAL

Os verbos do fenômeno turístico são: transportar, visitar, saborear, entreter, comprar e dormir.
No verbo dormir, as possibilidades para atender demandas são adequadas aos perfis dos visitantes, cada vez mais exigentes e com orçamentos controlados.
Os avanços tecnológicos limitaram viagens que podem ser substituídas pelas ferramentas digitais disponíveis, transformando as reuniões e alguns eventos corporativos, não exigindo deslocamentos físicos.
Logo, as viagens corporativas são mais seletivas influenciando as ocupações hoteleiras.
Alguns hotéis estão revisando suas estratégias mercadológicas e comerciais para adaptações aos novos cenários, incluindo os modelos das gestões influenciadas pelas plataformas de distribuições eletrônicas.
Existem hotéis que encerraram seus setores de marketing e comercialização, entregando seus equipamentos e serviços aos intermediários.
É o fim da hotelaria romântica e o predomínio de tarifas mais reduzidas, obrigando atingir metas com tarifas flutuantes, esquecendo o marketing de relacionamento, principalmente a fidelização do cliente e a rentabilidade das operações.
Outros hotéis estão saindo do mercado ou buscando alternativas para sobreviver no competitivo mercado hoteleiro.
Convém salientar que o sucesso do meio de hospedagem está vinculado ao destino onde está localizado.
Em alguns casos, o meio de hospedagem pode agregar valor ao destino turístico.
Um hotel se torna um resort ao oferecer infraestrutura completa de lazer, gastronomia e serviços que o transformam em um destino autossuficiente, com atividades 24h, programação de recreação para todas as idades, múltiplos restaurantes/bares, academia, spa, e geralmente, uma localização privilegiada em contato com a natureza.
Podendo ser classificado com 4 ou 5 estrelas, seguindo padrões do Ministério do Turismo.
Alguns são integrantes de redes internacionais, lembrando que só colocam suas respectivas marcas quando existem fluxos de visitantes nos destinos.
Os principais diferenciais são:
Lazer e Entretenimento (Não é só dormir: é uma experiência completa com piscinas, quadras, salão de jogos, atividades desportivas e recreação monitoradas para crianças);
Gastronomia (Vários restaurantes e bares com alimentação variada e inclusiva (café da manhã, almoço, jantar, lanches);
Infraestrutura (academia, sauna, salão de beleza, lojas, e serviços extras como spa, menu de travesseiros e amenities (itens de cortesias);
Serviços ( Recepção e segurança 24h, equipe bilíngue, serviços de quarto e lavanderia);
Localização privilegiada com beleza natural, permitindo que o hóspede não precise sair do complexo;
Autossuficiência (Projetado para oferecer tudo o que o hóspede precisa dentro do complexo);
Sustentabilidade: medidas de gestão de resíduos, água e energias).
Em Resumo: Um resort é um hotel que vira um destino por si só, proporcionando uma estadia de férias "tudo em um", com foco em bem-estar, diversão e conforto, indo muito além da simples acomodação.
Para obter a classificação oficial no Brasil, precisa atender a critérios rigorosos, com auditorias específicas.
O Resort Urbano pode ser uma nova opção.
Será?
Respeitam-se todas as opiniões contrárias.
São reflexões.
Podem ser úteis.
Pensem nisso.
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*ABDON BARRETTO FILHO (FOTO)
Economista e Mestre em Comunicação Social
Textos e podcasts em:
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